Bolos Tradicionais da Beira Alta
Há receitas que são muito mais do que simples doces — são pedaços da nossa história.
A doçaria tradicional portuguesa merece ser preservada e passada de geração em geração, para que os sabores, os saberes e as receitas das nossas avós nunca se percam.
Estes Bolinhos Tradicionais da Beira Alta são um desses tesouros que vale a pena guardar, fazer e ensinar aos mais novos.
Ingredientes
6 ovos
250 g de açúcar
2,5 dl de azeite
Cerca de 500 g de farinha de trigo, podendo ser necessário um pouco mais ou menos, dependendo do tamanho dos ovos
1 colher de chá de aguardente
Algumas gotas de sumo de limão
1 saqueta de fermento em pó, cerca de 10 g
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
Açúcar para polvilhar
Canela em pó, opcional
Preparação
Numa tigela grande, coloque os ovos, o açúcar, o azeite e a aguardente. Bata muito bem até obter uma mistura clara, fofa e ligeiramente esbranquiçada, semelhante à preparação de um pão-de-ló.
Junte algumas gotas de sumo de limão.
Adicione a farinha aos poucos, misturando sempre com uma colher de pau. Junte também o fermento e o bicarbonato.
Continue a acrescentar farinha apenas até obter uma massa consistente, mas ainda macia. A massa não deve ficar demasiado líquida, para que os bolinhos mantenham a forma e não se espalhem demasiado durante a cozedura.
Pré-aqueça o forno a 200 ºC.
Coloque dentro do forno um tabuleiro de alumínio para aquecer ligeiramente. Retire-o com cuidado, polvilhe-o com farinha e comece a formar os bolinhos.
Com a ajuda de duas colheres, retire pequenas porções de massa e forme montinhos ou pequenas bolas, deixando algum espaço entre eles.
Polvilhe cada bolinho com um pouco de açúcar. Se gostar, pode juntar também uma pitada de canela.
Leve ao forno bem quente durante cerca de 15 a 20 minutos, ou até os bolinhos crescerem e apresentarem uma bonita cor dourada.
Retire do forno, deixe arrefecer e guarde depois de completamente frios.
Uma receita simples, antiga e cheia de tradição, perfeita para acompanhar um café ou um chá e, sobretudo, para continuar a manter viva a doçaria das nossas avós.
